domingo, 17 de janeiro de 2010

Dados alarmantes: câncer de intestino

Os dados são alarmantes: o câncer no intestino está no topo do ranking como um dos mais comuns no Brasil, e a maior parte dos diagnósticos é realizada em pessoas com idades entre 50 e 70 anos

Em alguns pacientes portadores de alterações genéticas, o câncer pode ocorrer antes dos 50 anos. O sexo feminino é discretamente mais afetado do que o masculino. O melhor prognóstico do câncer de intestino grosso está relacionado à prevenção e ao seu diagnóstico em fases iniciais. Os principais fatores de risco para o desenvolvimento do câncer são a dieta rica em gorduras e pobre em substâncias com fibras, a falta de exercícios físicos, obesidade e o tabagismo. Sendo assim, os hábitos que previnem o surgimento do câncer são uma dieta pobre em gordura e rica em frutas, verduras e cereais, o abandono do tabagismo, a realização regular de exercícios físicos e a manutenção do peso ideal.

Outro fator de risco para o câncer de intestino são a história familiar deste tipo de câncer, principalmente de parentes próximos, como avós, pais, tios, primos de 1º grau e irmãos. O desenvolvimento deste tipo de câncer ocorre de duas formas: através do surgimento de lesões pré-malignas conhecidas como pólipos intestinais, ou através de alterações genéticas e hereditárias.

Aproximadamente 15% dos tumores malignos do intestino grosso estão relacionados à hereditariedade, ou seja, estão presentes em pessoas com alterações genéticas, e são mais comuns em pacientes abaixo dos 50 anos. As duas doenças mais comuns são a polipose adenomatosa familiar (PAF) e o câncer colorretal hereditário não polipóide (HNPCC). A polipose adenomatosa familiar se caracteriza pelo surgimento de milhares de pólipos pré-malignos no intestino grosso devido a um erro genético. Como estes pólipos surgem na infância e adolescência, a chance de um dos pólipos se tornar um tumor de intestino durante a vida do paciente é de 100%. Devido a isto, estes pacientes devem ser submetidos à retirada de todo intestino grosso como forma de prevenção ao câncer.

A busca pela saúde plena e pelo menor sofrimento possível paciente é intensa sempre. Com isso, o avanço da medicina traz inúmeras vantagens, tanto para nós médicos, quanto para os pacientes. Na Europa e nos Estados Unidos, por exemplo, cerca de 70% das cirurgias abdominais são feitas com videolaparoscopia. E Rio Preto não fica atrás.

Essa técnica cirúrgica, que provavelmente representa o maior avanço da cirurgia no último século, depois da descoberta da anestesia está fazendo sucesso na cidade e ganha cada vez mais profissionais adeptos. Pela primeira vez na história da Medicina, ela permitiu que o médico pudesse observar o interior do corpo humano com uma abertura mínima, de apenas alguns milímetros.

Com a videolaparoscopia, independente do tamanho da operação, em poucos dias o paciente retoma suas atividades normais. Além disso, o custo da cirurgia cai significativamente.

A videolaparoscopia é feita com ferramentas cirúrgicas, cuja escala é medida em milímetros. Esses instrumentos são guiados por uma minúscula câmera de vídeo, que mostram imagens em torno de 20 vezes maior e mostradas em um monitor de alta definição, em cores. Com essa tecnologia o cirurgião está equipado para abordar um grande número de doenças, de forma rápida, segura e praticamente indolor.

Com essas pequenas incisões, existe menor manipulação dos órgãos e, conseqüentemente, a agressão cirúrgica é menor, acarretando enormes vantagens desse método quando comparado com a cirurgia convencional. Ele elimina as internações, as transfusões de sangue e, em muitos casos, até mesmo os pontos. Sem contar os riscos de infecções hospitalares e outros problemas causados pelos cortes invasivos, antes necessários. A esses benefícios soma-se também a menor intensidade da dor pós-operatória, medida diretamente pela mínima quantidade de analgésicos consumida pelos pacientes no pós-operatório.

Prof. Dr. João Gomes Netinho
Doutor em cirurgia pela Unicamp, professor da Faculdade de Medicina de Rio Preto - FAMERP, especialista em doenças do aparelho digestivo, colon, reto e ânus. Na última sexta-feira, 17 de abril, foi entrevistado pela equipe do Globo Repórter abordando a pauta sobre doenças desencadeadas pelo fator emocional.

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Sintomas de Câncer

O câncer não é uma doença única, e sim um conjunto de doenças. Entenda melhor e descubra os principais sintomas.

O câncer (para brasileiros) ou cancro (para os resto dos países lusófonos) é o termo usado para designar mais de 100 doenças diferentes, que apresentam em comum, o crescimento desordenado de células anormais que possuem capacidade de invadir tecidos e se espalhar para outras regiões do corpo através dos vasos.

COMO SURGE UM CÂNCER?

É um processo complicado, mas vou tentar escrever do jeito mais simples possível. Mais uma vez a descrição não será 100% exata, já que esse texto não é voltado para estudantes da área de saúde.

O ciclo básico de vida de uma célula é se multiplicar quando necessário e morrer quando se torna velha ou quando sofre alguma lesão na sua estrutura.

As nossas células são programas para se auto-destruírem em caso de alteração da sua conformação original, principalmente se houver lesão no DNA (código genético da célula, que determina suas características), não passível de reparo. Esta auto-destruição se chama apoptose. Este mecanismo evita que lesões no DNA possam ser perpetuadas através da multiplicação de células anômalas.

Lesões celulares ocorrem diariamente em nosso organismo e são amplificadas pelo cigarro, radiação e produtos químicos, todas substâncias com alto potencial de lesão do DNA (carcinógenos). Só o cigarro possui mais de 4000 substâncias comprovadamente carcinógenas.

Graças a apoptose, não desenvolvemos câncer a todo momento.

O processo de multiplicação celular e apoptose é controlado por um grupo de genes chamado de protooncogenes. São os genes supressores de tumor. O câncer começa a surgir quando ocorrem mutações nesses protooncogenes, fazendo com que suas funções sejam abolidas. Os genes alterados passam a se chamar oncogenes, e em vez de impedir a formação de tumores, passam a estimulá-los.

A partir desse momento as células com alterações estruturais não só conseguem se multiplicar, como estão protegidas da apoptose. Portanto, são células se proliferam rapidamente e não morrem. Estas são as células cancerígenas.

Existem vários tipos de protooncogenes, cada tipo de câncer está relacionado a um ou mais desses. Os diferentes tipos de oncogenes explicam porque algumas famílias apresentam tendência a desenvolverem alguns tipos de câncer e porque o cigarro causa câncer de pulmão em alguns, de boca em outros, de bexiga, rins etc... A ausência de ativação de oncognes específicos também explica porque alguns fumantes nunca desenvolvem câncer.

POR QUE O CÂNCER LEVA A MORTE ?

As células cancerígenas além de se multiplicarem, conseguem produzir seus próprios vasos sanguíneos, o que permite a elas receberem nutrientes e formarem as massas de células chamada de tumores. Outro fator determinante é a capacidade dessas células anômalas de alcançarem a circulação sanguínea e viajarem pelo corpo.

Quanto mais lesão tiver sofrido o DNA da célula, mais diferente ela será da célula que lhe deu origem. E se ela é diferente, não consegue despenhar as funções vitais que a original exerce. Então, passamos a ter um quadro onde células que não desempenham nenhuma função se multiplicam de modo muito mais rápido que o normal e passam não só a competir por alimento, como invadem e tomam o lugar das células normais.

Depois de um tempo passamos a ter um pulmão em que a maioria das células não consegue captar oxigênio, um intestino que não absorve nutrientes, um rim que não produz urina... Além disso, temos uma massa tumoral que cresce tanto que começa a esmagar e obstruir outros tecidos e vasos importantes. Um tumor do pescoço pode comprimir a traqueia e causar asfixia, um tumor de intestino obstrui a passagem das fezes, um tumor cerebral pode comprimir o cérebro contra o crânio etc...

A célula cancerígena tem a capacidade de invadir tecidos próximos e alcaçar vasos sanguíneos, podendo viajar pela circulação e acometer outros órgãos distantes. Este processo se chama metástase. Os tumores benignos são aqueles que não tem capacidade de metastizar.

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Fazer exercícios são essenciais para sobreviver ao câncer de intestino

Homens e mulheres que desenvolvem câncer de intestino têm mais chances de sobreviver à doença se fizerem exercícios regularmente, segundo estudo recentemente publicado na revista Archives of Internal Medicine. Avaliando 668 homens com câncer colorretal, pesquisadores norte-americanos descobriram que aqueles que praticam atividades físicas moderadas seriam 53% mais propensos a sobreviver à doença e ficar livre do câncer do que os menos ativos. E os benefícios dos exercícios se davam independentemente de idade, estágio da doença, peso e histórico anterior de atividade física.

De acordo com os autores, estudos anteriores já haviam mostrado que a atividade física regular reduzia is riscos de desenvolvimento do câncer de cólon. “Esse estudo atual confirma dois outros estudos de nosso grupo, mostrando que a atividade física por sobreviventes do câncer colorretal ajuda-os a viver mais do que os sobreviventes que não são fisicamente ativos”, concluíram os pesquisadores.

sábado, 21 de novembro de 2009

Cancer no Intestino mata Celso Pitta

O ex-prefeito de São Paulo Celso Pitta (PTB) faleceu neste sábado, 21 de novembro, aos 63 anos. Ele estava internado no hospital Sírio-Libanês, onde fazia tratamento contra um câncer no intestino.

Em janeiro deste ano, o ex-prefeito foi submetido a uma cirurgia para retirada de um tumor no intestino e, desde então, fazia tratamento com quimioterapia no hospital.

Afilhado político do deputado Paulo Maluf (PP), Pitta administrou a Prefeitura de São Paulo no período de 1997 a 2000. Sua gestão foi marcada por uma série de denúncias. A principal delas foi o esquema de corrupção batizado de "escândalo dos precatórios".

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Quais são os principais exames que podem ser feitos?

O exame mais importante para a detecção precoce do câncer do intestino grosso e, sobretudo, do reto é o exame proctológico. 
Este exame, que deverá ser feito por um médico proctologista, consiste no toque retal e na retossigmoidoscopia, que é o exame da parte mais baixa do intestino. Quando adequadamente realizado, grande número destes tumores pode ser identificado. 
O exame proctológico deve ser complementado nos indivíduos de risco, ou em todos com sintomas intestinais, pelo exame colonoscópico.