quarta-feira, 27 de abril de 2011
Trabalhar sentado por 10 anos dobra risco de câncer de intestino
terça-feira, 17 de agosto de 2010
Exame de DNA pode acelerar diagnóstico de câncer
Os exames, se validados, podem reduzir substancialmente a carga da doença ao detectar os tumores num estágio inicial, incluindo os que não são identificados através de colonoscopia.
Casos de câncer colorretal tendem a crescer lentamente e são facilmente removidos se detectados precocemente.
Porém, muitas pessoas acima dos 50 anos não obedecem à recomendação de realizar uma colonoscopia - um procedimento que consome tempo, no qual um tubo é inserido no intestino -, e nem mesmo colonoscopias captam tudo.
O câncer colorretal se tornou o segundo tipo de câncer mais comum nos Estados Unidos; todos os anos, ele causa mais de 50 mil mortes e custa cerca de US$ 14 bilhões em tratamento.
Tumores de cólon oferecem evidências consideráveis de sua presença ao derramar sangue e células detectáveis nas fezes.
Exames de sangue reduziram as mortes por câncer colorretal apenas modestamente, pois não são muito sensíveis a pólipos pré-cancerosos, o estágio no qual o câncer é melhor prevenido.
Os pesquisadores chegaram a medir mutações no DNA depois que o Dr.
Bert Vogelstein, da Johns Hopkins University, descobriu a série de mutações pelas quais um pólipo do cólon avança até um câncer completo.
Porém, uma única mutação não prevê o risco de um paciente, e os exames de mutação, embora mais acurados do que exames de sangue, não têm sido um avanço decisivo.
Até 2004, estava claro que observar as mutações Vogelstein era "biologia elegante, mas não um gol de placa", disse o Dr.
David Ransohoff, especialista em exames de câncer colorretal da Universidade da Carolina do Norte.
Uma nova geração de exames sendo desenvolvidos depende de um processo diferente de células de câncer.
Todas as células desativam os genes dos quais não precisam a ligar pequenos químicos chamados grupos metis a certos locais ao longo de seu DNA.
Em células de câncer, geralmente há menos metilação que o normal, exceto por certas regiões do DNA onde o processo de metilação é levado ao excesso, talvez porque as células precisam desligar genes supressores do tumor.
Esses e outros genes são altamente metilados em tumores de colos e outros tipos de câncer.
A Exact Sciences, uma empresa sediada em Madison, Wiscosin, está desenvolvendo um exame de câncer de cólon baseado em DNA altamente metilado.
Seus pesquisadores relataram, no mês passado, que podiam detectar tumores de cólon e pólipos, distinguindo-os de tecido normal com 100% de sensibilidade e sem faltos positivos.
Os exames de DNA metilado foram realizados diretamente em tumores e espera-se que sejam menos acurados no mundo real, no qual eles teriam de trabalhar com amostras de fezes.
Quase todo o DNA em fezes é de bactérias, e o DNA metilado é uma fração de 0,01% do que é o DNA humano.
Mesmo assim, Kevin T.
Conroy, diretor da Exact Sciences, disse esperar que o exame de quatro indicadores, quando aplicado a amostras de fezes, detectaria pelo menos metade de todos os pólipos pré-cancerosos e 85% dos cânceres de fato.
Os resultados de um exame que está sendo levado a cabo agora em 1.600 pacientes serão reportados em outubro, ele disse.
O exame custaria menos de US$ 300, e amostras deveriam ser coletadas em casa.
Os pacientes seriam aconselhados a fazer o exame a cada três anos.
Pessoas com resultado positivo então fariam a colonoscopia para verificar e remover quaisquer pólipos; assim, as colonoscopias poderiam ser focadas em pacientes de alto risco, em vez da população em geral.
O exame da Exact Sciences se baseia no trabalho de Vogelstein, Dr.
Sanford Markowitz da Case Western Reserve University e Dr.
David A.
Ahlquist da Mayo Clinic.
Ahlquist, consultor científico da empresa, identificou alguns dos genes altamente metilados que a empresa está testando com indicadores para câncer de cólon.
Ahlquist disse que, se os exames funcionarem em amostras de fezes tão bem quanto o esperado, "este será o primeiro exame não invasivo que irá detectar lesões malignas com confiabilidade".
O câncer cervical vem sendo praticamente eliminado com o Papanicolau, ele disse, e "achamos que o câncer de cólon pode ser eliminado no mesmo nível".
O exame dos quatro indicadores pode detectar um tipo de tecido pré-canceroso chamado de pólipo serrilhado, que muitas vezes passa despercebido em colonoscopias, disse Ahlquist.
Esse exame também ignora pequenos pólipos inofensivos.
Usando conjuntos diferentes de quatro indicadores, outros tipos de câncer podem ser detectados.
"Podemos detectar todos os cânceres acima do cólon - pâncreas, esôfago, estômago, tubo bílico", disse Ahlquist.
Assim, em princípio todos os cânceres do trato gastrointestinal, que correspondem a quase um quarto de todas as mortes por câncer nos Estados Unidos, deveriam ser detectados a partir de amostras de fezes.
Vogelstein disse que exames para mutações de DNA seriam melhores na teoria do que os para metilação de DNA, pois as "mutações são completamente específicas e são elas que causam o tumor"; a metilação é menos causadora e aumenta naturalmente com a idade.
Exames de metilação de DNA são promissores a princípio, ele disse, e parece viável para a Exact Sciences obter uma sensibilidade de mais de 90% e um índice de falso positivo de apenas 5%-10%.
"Podemos tolerar de 5% a 10% de falsos positivos porque essas pessoas só fazem colonoscopia", ele disse.
Para cânceres acima do cólon, há muitas enzimas que digerem o DNA, então o fato de que esses cânceres podem ser detectados de forma eficiente ou não só pode ser confirmado com experimentos, disse Vogelstein.
Falsos positivos seriam mais um problema, já que para esses cânceres não existe método fácil de verificação, como a colonoscopia.
"É quando esses falsos positivos realmente começam a ser os malvados", ele disse.
Ransohoff afirmou que o exame da Exact Sciences ainda era um ponto preliminar.
"É muito bom e promissor", ele disse.
"Mas já vimos esse filme antes.
Precisamos ser esperançosos, mas não podemos nos deixar levar pela empolgação"
sábado, 24 de julho de 2010
Escritora lança livro sobre vitória sobre o Câncer
“Enquanto estamos sadios, a vida nos parece infinita e acreditamos que temos tempo de sobra para buscar nossa felicidade”, diz a autora, que passou a dar valor a coisas simples e singelas, como ficar ao lado da família e ensinar os alunos na Escola Apae de Itumbiara. O livro será lançado às 19h, no Hotel Beira Rio.
domingo, 17 de janeiro de 2010
Dados alarmantes: câncer de intestino
Em alguns pacientes portadores de alterações genéticas, o câncer pode ocorrer antes dos 50 anos. O sexo feminino é discretamente mais afetado do que o masculino. O melhor prognóstico do câncer de intestino grosso está relacionado à prevenção e ao seu diagnóstico em fases iniciais. Os principais fatores de risco para o desenvolvimento do câncer são a dieta rica em gorduras e pobre em substâncias com fibras, a falta de exercícios físicos, obesidade e o tabagismo. Sendo assim, os hábitos que previnem o surgimento do câncer são uma dieta pobre em gordura e rica em frutas, verduras e cereais, o abandono do tabagismo, a realização regular de exercícios físicos e a manutenção do peso ideal.
Outro fator de risco para o câncer de intestino são a história familiar deste tipo de câncer, principalmente de parentes próximos, como avós, pais, tios, primos de 1º grau e irmãos. O desenvolvimento deste tipo de câncer ocorre de duas formas: através do surgimento de lesões pré-malignas conhecidas como pólipos intestinais, ou através de alterações genéticas e hereditárias.
Aproximadamente 15% dos tumores malignos do intestino grosso estão relacionados à hereditariedade, ou seja, estão presentes em pessoas com alterações genéticas, e são mais comuns em pacientes abaixo dos 50 anos. As duas doenças mais comuns são a polipose adenomatosa familiar (PAF) e o câncer colorretal hereditário não polipóide (HNPCC). A polipose adenomatosa familiar se caracteriza pelo surgimento de milhares de pólipos pré-malignos no intestino grosso devido a um erro genético. Como estes pólipos surgem na infância e adolescência, a chance de um dos pólipos se tornar um tumor de intestino durante a vida do paciente é de 100%. Devido a isto, estes pacientes devem ser submetidos à retirada de todo intestino grosso como forma de prevenção ao câncer.
A busca pela saúde plena e pelo menor sofrimento possível paciente é intensa sempre. Com isso, o avanço da medicina traz inúmeras vantagens, tanto para nós médicos, quanto para os pacientes. Na Europa e nos Estados Unidos, por exemplo, cerca de 70% das cirurgias abdominais são feitas com videolaparoscopia. E Rio Preto não fica atrás.
Essa técnica cirúrgica, que provavelmente representa o maior avanço da cirurgia no último século, depois da descoberta da anestesia está fazendo sucesso na cidade e ganha cada vez mais profissionais adeptos. Pela primeira vez na história da Medicina, ela permitiu que o médico pudesse observar o interior do corpo humano com uma abertura mínima, de apenas alguns milímetros.
Com a videolaparoscopia, independente do tamanho da operação, em poucos dias o paciente retoma suas atividades normais. Além disso, o custo da cirurgia cai significativamente.
A videolaparoscopia é feita com ferramentas cirúrgicas, cuja escala é medida em milímetros. Esses instrumentos são guiados por uma minúscula câmera de vídeo, que mostram imagens em torno de 20 vezes maior e mostradas em um monitor de alta definição, em cores. Com essa tecnologia o cirurgião está equipado para abordar um grande número de doenças, de forma rápida, segura e praticamente indolor.
Com essas pequenas incisões, existe menor manipulação dos órgãos e, conseqüentemente, a agressão cirúrgica é menor, acarretando enormes vantagens desse método quando comparado com a cirurgia convencional. Ele elimina as internações, as transfusões de sangue e, em muitos casos, até mesmo os pontos. Sem contar os riscos de infecções hospitalares e outros problemas causados pelos cortes invasivos, antes necessários. A esses benefícios soma-se também a menor intensidade da dor pós-operatória, medida diretamente pela mínima quantidade de analgésicos consumida pelos pacientes no pós-operatório.
Prof. Dr. João Gomes Netinho
Doutor em cirurgia pela Unicamp, professor da Faculdade de Medicina de Rio Preto - FAMERP, especialista em doenças do aparelho digestivo, colon, reto e ânus. Na última sexta-feira, 17 de abril, foi entrevistado pela equipe do Globo Repórter abordando a pauta sobre doenças desencadeadas pelo fator emocional.
quinta-feira, 31 de dezembro de 2009
Sintomas de Câncer
O câncer (para brasileiros) ou cancro (para os resto dos países lusófonos) é o termo usado para designar mais de 100 doenças diferentes, que apresentam em comum, o crescimento desordenado de células anormais que possuem capacidade de invadir tecidos e se espalhar para outras regiões do corpo através dos vasos.
COMO SURGE UM CÂNCER?
É um processo complicado, mas vou tentar escrever do jeito mais simples possível. Mais uma vez a descrição não será 100% exata, já que esse texto não é voltado para estudantes da área de saúde.
O ciclo básico de vida de uma célula é se multiplicar quando necessário e morrer quando se torna velha ou quando sofre alguma lesão na sua estrutura.
As nossas células são programas para se auto-destruírem em caso de alteração da sua conformação original, principalmente se houver lesão no DNA (código genético da célula, que determina suas características), não passível de reparo. Esta auto-destruição se chama apoptose. Este mecanismo evita que lesões no DNA possam ser perpetuadas através da multiplicação de células anômalas.
Lesões celulares ocorrem diariamente em nosso organismo e são amplificadas pelo cigarro, radiação e produtos químicos, todas substâncias com alto potencial de lesão do DNA (carcinógenos). Só o cigarro possui mais de 4000 substâncias comprovadamente carcinógenas.
Graças a apoptose, não desenvolvemos câncer a todo momento.
O processo de multiplicação celular e apoptose é controlado por um grupo de genes chamado de protooncogenes. São os genes supressores de tumor. O câncer começa a surgir quando ocorrem mutações nesses protooncogenes, fazendo com que suas funções sejam abolidas. Os genes alterados passam a se chamar oncogenes, e em vez de impedir a formação de tumores, passam a estimulá-los.
A partir desse momento as células com alterações estruturais não só conseguem se multiplicar, como estão protegidas da apoptose. Portanto, são células se proliferam rapidamente e não morrem. Estas são as células cancerígenas.
Existem vários tipos de protooncogenes, cada tipo de câncer está relacionado a um ou mais desses. Os diferentes tipos de oncogenes explicam porque algumas famílias apresentam tendência a desenvolverem alguns tipos de câncer e porque o cigarro causa câncer de pulmão em alguns, de boca em outros, de bexiga, rins etc... A ausência de ativação de oncognes específicos também explica porque alguns fumantes nunca desenvolvem câncer.
POR QUE O CÂNCER LEVA A MORTE ?
As células cancerígenas além de se multiplicarem, conseguem produzir seus próprios vasos sanguíneos, o que permite a elas receberem nutrientes e formarem as massas de células chamada de tumores. Outro fator determinante é a capacidade dessas células anômalas de alcançarem a circulação sanguínea e viajarem pelo corpo.
Quanto mais lesão tiver sofrido o DNA da célula, mais diferente ela será da célula que lhe deu origem. E se ela é diferente, não consegue despenhar as funções vitais que a original exerce. Então, passamos a ter um quadro onde células que não desempenham nenhuma função se multiplicam de modo muito mais rápido que o normal e passam não só a competir por alimento, como invadem e tomam o lugar das células normais.
Depois de um tempo passamos a ter um pulmão em que a maioria das células não consegue captar oxigênio, um intestino que não absorve nutrientes, um rim que não produz urina... Além disso, temos uma massa tumoral que cresce tanto que começa a esmagar e obstruir outros tecidos e vasos importantes. Um tumor do pescoço pode comprimir a traqueia e causar asfixia, um tumor de intestino obstrui a passagem das fezes, um tumor cerebral pode comprimir o cérebro contra o crânio etc...
A célula cancerígena tem a capacidade de invadir tecidos próximos e alcaçar vasos sanguíneos, podendo viajar pela circulação e acometer outros órgãos distantes. Este processo se chama metástase. Os tumores benignos são aqueles que não tem capacidade de metastizar.
